quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Editorial para o povo


O autor do texto, Miguel Urbano Rodrigues, contesta sobre a maneira de como é escrito atualmente alguns editoriais e dos próprios fins do jornalismo. Para ele, é mito pensar que o jornalismo é tão objetivo assim, além também, de rejeitar o jornalismo sensacionalista baseado no modismo, praticado por diversos meios de comunicação.

Então como fazer um editorial com alma jornalística, visto que, atualmente os profissionais que trabalham na área de comunicação estão cada vez mais acomodados, trabalhando na frente de computadores, sem sair para checar informações, ou ainda, sem saber ao menos o que interessa ao próprio povo.

Há também problemas com as pautas, que são geralmente feitas em cima de notícias que circulam na internet ou em outros meios de comunicação. Outro fator que dificulta o trabalho do jornalista é o tempo, considerado o grande inimigo. A procura incessante por fatos factuais inusitados acaba às vezes banalizando os periódicos. Ou ainda, se um editorial deve exprimir a opinião de um jornal inteiro, porque apenas uma pessoa escreve?

Nota-se que a dificuldade de fazer um jornalismo visando apenas a interesses sociais está na parte econômica. É importante observar que geralmente quem escreve o editorial são os editores, que estão atrelados à cúpula do próprio jornal, ou seja, a parte empresarial. Esta tarefa não é fácil, já que o editor fica entre a ética jornalística e os interesses econômicos do jornal, que tem contas a pagar e gerar lucros.

Uma alternativa para que o veículo tenha seu próprio estilo de editorial é estabelecer no próprio manual do jornal que os profissionais, tanto editores, repórteres e jornalistas poderiam escrever o editorial. Usar elementos que os leitores identificassem como sendo do próprio veículo, com linguagem própria, que os aproximasse os leitores do periódico, causando assim maior interesse pela leitura seria outra alternativa.

O editorial deve ter objetivo de informar, opinar e, principalmente, fazer com que o leitor reflita sobre determinado assunto. Para isso, é necessário expor os diversos lados do tema, assim o indivíduo terá mais opções de refletir e tirar suas próprias conclusões.

Mas como escolher os temas para este novo editorial? Eles deveriam ser os que tivessem mais relevância social, ou que influenciassem a maior parte da população. Também buscar fatos que criem uma identificação com os leitores, histórias mais humanizadas que falem das dores, alegrias, ou fatos do cotidiano e, principalmente, fazer pesquisa de campo para saber o realmente a população pensa.

Surf para poucos



A praia do Atalaia, em Itajaí, recebeu nova iluminação. A inauguração aconteceu no dia 13 de junho deste ano. Um projeto arrojado que visava incentivar o surf noturno e o turismo local. A verba para esta realização veio toda da prefeitura da cidade.
A praia do Atalaia é conhecida pelas suas belezas naturais, mas principalmente, por suas ondas que são consideradas as mais regulares do país. As esquerdas, como dizem os surfistas, são perfeitas para a prática do esporte. Esse fato atrai adeptos de todas as partes do Brasil. O surf na região é um dos esportes mais praticados. Na cidade de Balneário Camboriú virou até disciplina curricular, aprovada por lei municipal no ano passado.

Além de esporte o surf é um estilo de vida. É fácil de identificar esta tribo que circula por todo litoral do Vale do Itajaí. Além da moda, com calções largos, camisetas coloridas, eles possuem linguajar e músicas próprias. Mas existem várias tribos dentro da grande tribo surfista.Tanto incentivo para o esporte tem desagradado os nativos da região, ou melhor, os locais.

Localismo é o nome dado para os surfistas que acham que são os donos da praia e não deixam mais ninguém pegar onda. Este movimento surgiu na década de setenta. Considerada por muitos uma prática criminosa porque fere o direito de liberdade do outro, tem sido combatida em todas as partes do país.

Infelizmente, poucos estão usufruindo da nova iluminação do Atalaia. Os locais têm imposto regras para os novos surfistas e também para os surfistas de outras localidades. No último sábado alguns meninos de Florianópolis chegaram a ser expulsos da praia. Os nativos ameaçam com brigas e até perseguições. Uma atitude desonesta, que choca quem observa de fora.
O fato é que a prática do localismo é antiga e deve ser combatida. O investimento feito com o dinheiro público não pode ser usufruído por poucos. Vale aqui a reflexão para os leitores tomarem coragem para denunciar os praticantes. A praia é um local público onde todos tem o direito de ir e vir.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Abertura

A matéria de Redação Jornalística nos deu a oportunidade de fazermos um blog, pelo menos para mim que não tinha nem noção de como fazê-lo. Este blog tem como objetivo compartilhar textos com alunos do sexto periodo de Comunicação Social, habilitação em jornalismo, da Universiidade do Vale do Itajaí. Além desta nova forma de expressão, o blog trabalhará a interatividade e também a troca de informações entre colegas e professores. Este será um espaço aberto para reflexão e para todos que desejam expor sua opinião, com muita responsabilidade.
Graziela Mertens